Para compreendermos a ideia do consumo consciente, é necessário entendermos as diferenças dos conceitos de fastfashion e slowfashion. Tudo que compramos tem importância social, econômica, política e ambiental.
Fastfashion (moda rápida)
Usado para designar a renovação constante de peças comercializadas no varejo de moda, este modelo de fabricação rápida atende boa demanda da população brasileira (Renner, C&A, H&M, Forever21, etc.). Usar o agora é a ideia central deste conceito. Este método apesar de ser muito atrativo tem muitos pontos negativos, por exemplo: para atender uma demanda grande de consumidores é necessário fabricar muitas roupas, as vezes mais do que o previsto pela empresa, causando assim maior poluição, desaproveitamento de material têxtil e muitas vezes resultando em cargas horarias pesadas e abusivas.
Slow Fashion (moda lenta)
Inspirado no conceito de “slow food” (comida lenta/ alimentação consciente), contraria o fastfashion, a intenção da slowfashion é acabar com a ideia da necessidade de ter todas as tendências em seu guarda-roupas. Pensar em como você vai usar determinada peça, quantas maneiras vai usar. A ideia central é “menos é mais”.
Apesar da pequena demanda que investe em uma vida mais sustentável através das roupas, atualmente muitas marcas famosas têm aderido a tal conceito, principalmente devido a pandemia da COVID-19 que fez grande parte da população passar mais tempo em casa e consequentemente conhecendo melhor a si mesmo. Reforçando o investimento em uma moda mais minimalista.
Após o surgimento das mídias sociais, muitas coisas mudaram. As redes sociais tomaram um espaço muito grande em nossas vidas. E com elas vieram os influenciadores digitais, e-commerce, dos quais ajudaram bastante o consumo consciente, devido ao seu impulsionamento para que as pessoas comprem de casa, gastem menos gasolina e tempo em lojas de departamento que muitas vezes, não tem o que elas realmente procuram.
Estima-se que até o ano de 2021 o mercado de moda cresça em 3,1%. Desta maneira as empresas que ainda não estão no comércio eletrônico deste segmento deve-se lembrar que se trata de um mercado que vale o investimento, visto que é uma área que cresce a cada momento.
Segundo Marcelo Prado diretor titular adjunto do Comitê da Cadeia Produtiva da Indústria Têxtil, Confecção e Vestuário da Fiesp (Comtextil). O Brasil no comércio internacional de têxteis e vestuário é pouco expressivo, sendo o 41º exportador, com apenas 0,3% do valor total exportado, e o 30º importador, com 0,7% do valor total importado.
São 27.000 indústrias na cadeia têxtil brasileira. Houve recuo de 17,2% no número de empresas têxteis e de 18% nas de vestuário entre 2012 e 2017. O número de empregos caiu 5,3% na cadeia têxtil e 3,4% no vestuário.
Prado também mostrou números do comércio eletrônico, que em 2017 teve 55,1 milhões de consumidores, 16% mais que em 2016, com faturamento de R$ 47,7 bilhões (alta de 7,5%) em 112 milhões de pedidos. Em primeiro lugar no número de pedidos está Moda e Acessórios (14,2%, com 15,8 milhões de pedidos). O B2B, comércio eletrônico entre empresas, movimentou R$ 420 bilhões, nove vezes mais que o B2C.
Até 2021 a estimativa é de crescimento acumulado de 13% do mercado de moda no Brasil, com média de 3,1% ao ano, o que pode levar a recorde de produção, de 6,68 bilhões de peças. A demanda deve superar a oferta somente em 2020, destacou Prado.